quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Propaganda com Emoção #3: Coca Cola

Um estudo realizado em 2010 para a Coca Cola foi transformado em um filme pela Santo, da Argentina.

Com uma boa dose de emoção, o resultado é empolgante!

Confira o filme e abaixo o texto utilizado:


"Para cada tanque que fabricam no mundo, fabricam 131 mil ursos de pelúcia.
Para cada bolsa de valores que despenca, há 10 versões de “What a Wonderful World”.
Para cada corrupto, há 8 mil doadores de sangue.
Para cada muro que existe, há 200 mil tapetes de bem-vindo.
Enquanto um cientista projeta uma nova arma, 1 milhão de mães estão fazendo bolos de chocolate.
No mundo imprimem mais dinheiro de Monopoly do que dólares.
Há mais vídeos divertidos na internet do que más notícias em todo mundo.
Amor tem mais resultados no Google do que medo.
Para cada pessimista, há 100 casais buscando um filho.
Para cada arma que vendem no mundo, 20 mil pessoas compartilham uma coca-cola.
Existem razões para acreditar em um mundo melhor."

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cases inovadores #14: Sun Light

Com criação da Saatchi & Saatchi de Tel Aviv, Israel, este anúncio "simples" tem o objetivo de reforçar o conceito da empresa Shikun & Binui, cujo principal trabalho é fazer uso das tecnologias avançadas de energia solar, diminuindo o consumo de energia proveniente de fontes não renováveis e poluentes.

Escrevi "simples" desta maneira porque o anúncio realmente é simplório, com um layout sem aquelas imagens super produzidas que estamos acostumados, porém ao coloca-lo contra a luz do sol é possível ver as cores, antes inexistentes!

Confira que interessante:


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Guerrilha #4: Canudos microfone

Para promover o curso de radiodifusão de uma faculdade na Indonésia, a agência Existcomm criou uma ação de guerrilha divertida: transformou canudos em microfones!

Tudo muito simples e criativo, bastou uma espuminha com a tarja falando sobre o curso e os canudos ganharam a atenção de todos. Confira:


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Creative actions #19: Renault Striptease

Para promover o novo carro conversível da Renault, o Wind Roadster, a agência inglesa Publicis lançou uma campanha divertida chamada "12 Seconds Strip".

Destacando o diferencial do automóvel que possui a abertura e fechamento da capota de forma automatizada em apenas 12 segundos (o mais rápido de sua categoria), a campanha desafia os consumidores a enviarem um vídeo em que façam um striptease, em 12 segundos, trocando suas roupas de inverno por roupas de verão de forma criativa.

 O autor do vídeo mais engraçado ganharia o automóvel. Confira abaixo o vídeo do ganhador, é hilário:

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Creative actions #18: Mc Donalds 24 hours

Boas propagandas são aquelas que fazem o leitor entender, sem espaço para dúvidas, a mensagem que o anunciante quer transmitir.

Agora deem uma olhada no outdoor abaixo:


1) É objetivo: o consumidor olha e entende exatamente a mensagem;

2) É simples: são poucos elementos, o que contribui para a evidência da mensagem;

3) É criativo: o simples fato de colocarem um relógio no meio do outdoor, atrai a atenção das pessoas e cria um efeito inusitado fazendo com que o painel esteja "diferente" toda vez que o leitor olhar para ele.

A criação é da agência Bernstein-Rein, dos EUA. E além deste outdoor, eles promoveram uma ação de guerrilha com adesivos em carros estacionados em casas noturnas e pequenos cartões nas mesas de clubes e bares. Confira:


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Propaganda Verde (e com direito a flores) #5: Honda

Para transmitir o conceito de sustentabilidade, a Honda foi além do verde: usou flores para mostrar a preocupação da empresa em produzir veículos que não agridam o meio ambiente.

Com criação da DM9, os anúncios trazem um Honda Fit e a moto CG 150 Titan Mix formados a partir de flores num jardim. A produção contou com o trabalho da florista Maria Haller e foi realizada em seis dias.

Confira as peças e aproveitando o clima de natureza, cores, sustentabilidade... um bom 2011 para todos!


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Inspiração: Entrevista com Pedro Pletistch

Depois de muito (muuuuuito) tempo sem postar nada, graças a correria do dia a dia, quero dedicar esse post para publicar uma entrevista com Pedro Pletistch, publicitário, diretor de arte e professor na Miami Ad School - ESPM.

Tive o privilégio de fazer um curso com ele na Miami e é simplesmente fantástico, indico para todos que querem ter conteúdo para trabalhar nessa área e fazer, realmente, propaganda com qualidade.

Esta entrevista foi concedida ao blog Mídias MS, confira:

Mídias MS: Como foi seu início na publicidade?

Pedro Pletitsch: Eu comecei de um jeito bem diferente. Estava na faculdade de propaganda, na ESPM, mas eu não tinha muita idéia do que realmente ia fazer. Achava legal criação, mas não sabia direito o que era um diretor de arte, um designer. Eu tinha um professor, que inclusive já é falecido, o Otávio Roth. Ele era muito pirado, pedia coisas como embalagem para melancia, etc. E eu adorava, viajava nas loucuras dele, e um dia ele me convidou para trabalhar em um estúdio que tinha. Neste estúdio a gente chegou a fazer mais de 100 capas de livros por mês. Fazíamos stands de exposição, displays diferentes, e tivemos clientes importantes como a Folha de São Paulo, Incepa, Lacta. Mas a gente não ganhava muita grana. Aí, o diretor de criação geral da MacCann ficou sabendo dos trabalhos diferentes que fazíamos, e nos convidou para fazer o mesmo trabalho dentro da agência, e foi aí que realmente tive contato com uma agência de publicidade.
O que fazíamos na MacCann era muito pirado para os clientes. A gente estava muito “arte” e pouco “comércio”. Os clientes não absorviam aquilo. E por outro lado, fui recebendo Jobs de propaganda e comecei a desenvolver, comecei a gostar e a fazer propaganda. E o dinheiro era muito bom... A gente ganhava quatro vezes mais. Eu tinha 26 anos e ganhava um salário excelente para quem tinha 26 anos, então juntando uma grana legal, com um trabalho que dava muita tesão, aí começou tudo.

Mídias MS: Você fala de criatividade. Alguns acham que criatividade é um talento nato. Mas a gente pode desenvolver técnicas que melhoram nossa criatividade? Aprender a ser criativo?

Pedro Pletitsch: O que eu já vi em várias pesquisas, em trabalhos na Europa que tratam deste tema, dá para estabelecer um padrão não exato, mas um padrão mais ou menos assim: você precisa nascer com um certo talento. Não dá pra você vir para a propaganda com talento zero. O que é louco nesta história, e eu demorei anos para entender, é que o talento que você tem não altera praticamente nada durante sua vida.
São 3 pilares que tem a ver com nossa profissão. O talento, a técnica e o esforço. O talento varia muito pouco. Eu falo pros meus alunos na Miami não se preocuparem com isso, porque você vai nascer e vai morrer com o seu talento, e só vai descobrir o tamanho dele quando tiver uns 50 anos. Então porque se preocupar com ele agora? Os outros dois pilares são os mais decisivos, que é a técnica, ou seja, a escola que você vai estudar, o curso que vai fazer, se vai se aperfeiçoar na história da arte ou não, a quantidade de informações ligada à nossa categoria, ao nosso trabalho que você vai absorver. Isso vai te trazer técnica melhor do que os seus concorrentes. Vai te diferenciar. Você vai absorver muita informação e esta informação vai te tornar muito melhor.

E o terceiro pilar, que é o mais decisivo de todos, é o esforço. O esforço muda tudo, a gente tá cansado de ver pessoas muito talentosas que não dão certo, porque são preguiçosas. E pessoas que dão mais certo são as que tem um talento médio mas são esforçadas, focadas. Elas se desenvolvem, elas vão atrás das informações, estão interadas, ralando o tempo todo. Essas pessoas vão longe. Os grandes publicitários, com raras exceções, são os caras que não tem um grande talento, mas são mais esforçados e mais focados do que a maioria.

Mídias MS: O que te motivou a dar cursos sobre criação?

Pedro Pletitsch: Pela experiência com a Miami Ad School. Recebemos muito aluno de fora. Na verdade uns 70% dos nossos alunos não são de São Paulo, e notamos uma grande distância nos mercados, infelizmente. O nosso sonho dourado é que a gente vire os Estados Unidos daqui uns 10 anos, onde tem oito, nove, dez mercados totalmente iguais. Você pode trabalhar em Nova York, Miami, Boston, Filadélfia e ir para o topo da categoria, pode ser um dos melhores publicitários do país. Já no Brasil você vai acontecer em São Paulo, Rio, Curitiba e um pouquinho em Porto Alegre. A grana está em São Paulo, o cliente está em São Paulo, as produtoras estão em São Paulo. A gente percebe essa distância quando os alunos chegam de fora.

Então começamos a discutir isso, e chegamos à conclusão de que alguém teria que levar este conhecimento para o resto do Brasil. Essa pessoa teria que ser um bom profissional, com relevância para o aluno ouvir, e gostar de dar aula. Tem profissionais excelentes que odeiam dar aula. Então, juntando algumas pessoas dessas que se propõem a levar este conhecimento para fora de São Paulo, pareceu-nos uma idéia interessante. Para nossa surpresa está dando super certo.
Se eu quisesse, eu teria curso programado até 2012. Mas eu não posso, tenho meu trabalho, minha família. A demanda é grande, muita gente ouviu falar e entra em contato. Eu tenho que ficar freando, me controlando pra não ficar todo final de semana fora de casa.

Mídias MS: A forma de fazer propaganda está mudando muito agora com as redes sociais e internet. O que o profissional de criação precisa fazer para atender esta nova demanda?

Pedro Pletitsch: Especificamente para criação não muda tanto, ou muda muito menos do que para o resto da cadeia. Para os veículos muda complemente, porque muitas coisas vão desaparecer, outras vão entrar no lugar. Para os mídias é um problema muito maior, ele tem que usar outro raciocínio para divulgar, atingir as pessoas. Pra nós a diferença eu chutaria que é 20%, porque vamos continuar fazendo a mesma coisa, que é conteúdo, não é forma. O que acontece? Quando não existia televisão, existia um questionamento mais ou menos parecido, a grosso modo. As coisas novas são tão novas e tão diferentes, que é difícil alguém dizer o que vai acontecer. São percepções, apenas, mas eu acho que tem um pouco a ver com o passado. Então, as pessoas que faziam rádio ficaram apavoradas quando surgiu a televisão. Era tão novo e tão surpreendente na época quanto é de certa forma a internet. Só que continua a mesma coisa. O que era conteúdo bom no rádio, se tornou conteúdo bom na televisão. Então o que é conteúdo bom hoje na televisão, vai ser conteúdo bom na internet, no twitter, em todas as mídias. Tanto que as grandes campanhas que fazem mais sucesso na internet, são campanhas para todas as mídias. Elas funcionam na internet, na televisão, nas redes sociais, na mídia impressa, e por aí vai.

O conteúdo é muito parecido, e na minha humilde opinião, é assim porque as nossas emoções humanas são as mesmas, ou seja, a tua vontade de tomar sorvete continua vontade de tomar sorvete no calor através da internet, do twitter, do rádio. Não vai mudar a vontade, nem o sorvete ou o calor. Vai mudar o meio, só. As nossas relação com os produtos elas serão eternamente as mesmas, a gente vai continuar tomando sorvete no verão, fazendo fundae no inverno, querendo casar, namorar, encontrar a pessoa certa. As emoções não mudam nunca, o jeito que vai chegar é que vai mudar. O conteúdo é o mesmo.

Mídias MS: Como você vê hoje a integração dos departamentos de uma agência? Como está funcionando na prática?

Pedro Pletitsch: Isso faz diferença com a internet, pois ela trouxe uma oportunidade de integração real. Antigamente a gente não tinha essa mesma velocidade. O mídia podia ficar na sala dele fazendo o plano de mídia, eu podia ficar na minha salinha fazendo o filme, e o atendimento na salinha dele, esperando pra levar as duas coisas ao cliente. Hoje em dia não funciona mais isso. É tudo muito rápido, é tudo pra ontem. Temos que estar todos na mesma sala, conversando junto, porque a minha mensagem tem que ir rápido para o lugar certo, o atendimento tem que estar inserido neste contexto e o planejamento tem que coordenar tudo isso. Todo mundo tem que falar a mesma língua.

Isso é benéfico, pois eu estou aprendendo muito com o mídia, o mídia está aprendendo comigo, o atendimento e planejamento estão aprendendo um com o outro. Então todo mundo chega no cliente muito mais bem armado. O que não quer dizer que se faz coisas melhores ou piores, tem outras contingências. Mas está todo mundo mais maduro. Acho que o mercado de certa forma, amadureceu. Isso tem um preço, ficou mais chato, mas é o preço que você tem que pagar. É o preço de quando você cresce. Quando você é criança ou jovem é tudo mais legal. Ficar adulto tem um preço, apesar de algumas vantagens, mas você tem que ficar adulto. Eu acho que a nossa categoria está passando por este processo. Está amadurecendo.


Pedro Pletitsch, é diretor de arte na Publicis, com passagens pela Fischer America, Young & Rubican, Loducca, Colucci e Mcann-Erickson ( Londres e Madri). Acumula prêmios como: Clube de Criação de São Paulo, ABP, Profissionais do Ano, Fiap, Revista Arquive, Festival de Londres, Festival de Nova York, Clio Awards, Shots, Graphis, One Show, AD&D e Festival de Cannes.

 
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